um dia atípico.

Mais um dia que passou em branco por conta da medicação…. dormi praticamente o dia inteiro…. e sem beber nada nem fumar um eu não tenho vontade de fazer nada…. fico na maior preguiça…. nisso eu assisti mais uma reunião online do NA e falei sobre estar meio chateada por estar sem namorado, sobre não estar conhecendo ninguém legal porque está tudo fechado aqui em SP, não ter lugar nenhum pra ir… e eu não querer me envolver com ninguém de NA… e não estar conhecendo ninguém legal e as pessoas que chegam em mim pelas redes sociais serem todas trash… e que eu fico vendo todo mundo do Rio de Janeiro levando uma vida mais leve e eu sentir que eu tô aqui em SP ralando muito e isso me dá uma sensação ruim…

Mas de boa… isso eu sempre sinto nas deprês da madrugada… aí peguei um livro muito legal pra ler sobre Drogas e Redução de Danos e estava curiosa pra ler mais sobre esse assunto e vi que é um tema muito interessante. A política de Saúde Pública é uma questão de prevenção e ela atua de forma primária, secundária e terciária. Em fases de prevenção e atuação em momentos em que a violência e/ou a violência interseccionalizada com as drogas atuam no indivíduo de forma que reflete pela sociedade.

Para decidir se um problema é de Saúde Pública deve ser observado determinados critérios. Na verdade 3, mas que de acordo com um Professor existe um 4º critério.

Por linhas gerais esses critérios dizem respeito á questões de que se o problema continua a persistir mesmo após campanhas de prevenção serem feitas então o problema é de Saúde Pública.

Logo, existiu em um determinado momento a implantação da política de Redução de Danos, onde primeiramente tentou-se tratar de usuários de drogas injetáveis na década de 70 que passaram a ter problemas como HIV e Hepatite.

O que se tentou fazer foi implementar junto aos órgãos competentes a troca de seringas mas que foi barrada essa iniciativa por conta da antiga Lei AntiDrogas que tinha em um dos seus dispositivos algo como “induzir, auxiliar, blablabla ao uso de drogas” e com isso a iniciativa foi barrada. Até que em um dado momento, lá na Bahia, na Universidade Federal da Bahia isso se tornou possível.

Também houveram outras tentativas de minimizar os danos dessas práticas (do uso de drogas injetáveis) como por exemplo distribuindo uma substância que quando era colocada nas agulhas reduzia a contaminação do vírus do HIV.

E a política da Redução de Danos vai na contramão da política Proibicionista que prega uma sociedade livre de drogas e a Guerra às Drogas.

Ela procura minimizar os efeitos nocivos do abuso de drogas, a valorização dos direitos das pessoas que usam drogas e considera que o uso de álcool e drogas é um fenômeno histórico-cultural.

Pois bem, não cheguei a ler o livro todo, mas li muitas páginas e o livro é interessantíssimo! Fiquei muito animada e ainda eram umas 4 da manhã e tinha acabado meu cigarro e resolvi sair pra ir no posto de gasolina ali na Topázio e comprar meus cigarros e tomar uma cerveja pois tinha ficado muito feliz com essa nova perspectiva.

No livro falava sobre substituições… para usuários de cocaína e crack para maconha. Achei muito legal. Mas fiquei pensando “E quem já fuma maconha? Substitui pelo o que?” Ou “E quem bebe álcool? substitui pelo o que? Ou bebe como?”

Ficaram essas indagações na minha cabeça…. resolvi que ia beber UMA cerveja… pois hoje eu ainda tenho que fazer uma prova de estágio do MPSP…. e resolvi que ia tentar controlar o meu tabagismo… eu geralmente compro sempre 3 maços de cigarro pra fumar em 3 dias… resolvi tentar comprar os mesmos 3 maços mas fazer eles duraram 6 dias. Vamos ver se eu consigo.

Bebi uma cerveja conforme o planejado e não sei quando vou beber de novo… sei lá… quando der vontade…. mas tô pensando em beber de uma maneira mais controlada. E não sair mais de casa pra enfiar o pé na jaca. 🙂 hehehehehe

Acho que fazendo isso já resolvo uma boa parte dos meus conflitos.

Acredito que vou continuar ouvindo as reuniões do NA mas sem partilhar… vou ficar só escutando. Então não tem mais essa de 1, 2, 3, 4, 5, 6, dias limpa…

Então foi isso que aconteceu hoje. Umas leituras diferentes…. umas atitudes novas… e eu não quero ser proibicionista. E não acredito numa sociedade livre das drogas. Nem muito menos na Guerra às Drogas.

Então pra quê que eu vou ficar em abstinência?

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